IMG_4261
IMG_4272

Suzana Gullo

São Paulo – SP
44 anos
Designer

Não me considero uma guerreira. Sou uma pessoa normal, mas muito positiva, sempre fui. E me acho vencedora, sim, porque acho que aí está a sabedoria. A vida é finita e o melhor jeito de viver é torcendo para dar tudo certo.

Apesar disso, o câncer me trouxe uma transformação. Eu era uma antes, sou outra depois. Recebi o diagnóstico aos 39 anos, o nódulo tinha menos de um centímetro, ou seja, um processo tão no início que há médicos que nem recomendam quimioterapia. Eu torço para que todas as mulheres do mundo possam ter a chance de se tratar nessas mesmas condições.

Mas, claro, não foi fácil. Fiquei muito fraca, tive que lidar com efeitos colaterais dos medicamentos. Minha família é um exemplo para mim, minha mãe especialmente, todos sempre comigo. Nunca fui a uma sessão de quimioterapia sozinha. Aprendi muito nestes últimos anos. A me cuidar do “olhar de piedade” dos outros. Eu sei que as pessoas não fazem por mal, mas isso diminui a força da gente.

Aprendi também a ser mais leve, a dizer não, me aceitar mais, ser mais generosa comigo mesma e mais compassiva com quem está ao meu redor. Vejo beleza em qualquer coisa, não deixo nada para depois. O sentido da vida, para mim, é estar rodeada pelas pessoas que eu amo, fazer o bem, poder superar as dificuldades. É sacar que a felicidade não vem de fora. Está dentro, e bem perto.

Diagnóstico precoce

Quanto mais cedo o câncer de mama for detectado, maior a possibilidade de cura. Se no momento do diagnóstico o tumor tiver menos de 1 centímetro (estágio inicial), as chances de cura chegam a 95%.

Fonte:

https://www.accamargo.org.br/sobre-o-cancer/tipos-de cancer/mama#:~:text=Se%20no%20momento%20do%20diagn%C3%B3stico,de%20cura%20chegam%20a%2095%25.&text=Os%20sinais%20e%20os%20sintomas,na%20espessura%20ou%20no%20tamanho.