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Sindarlene Mira Ferreira

Belém – PA
37 anos
Publicitária e produtora de eventos

Nem vencedora, nem guerreira. A palavra que melhor define a vida depois do câncer de mama é privilégio. Apesar de eu ter uma doença grave, o medo já foi. Eu tenho uma vida e posso me tratar, tenho uma família. Eu tenho uma doença grave, mas estou vivendo bem.

Quando eu descobri o câncer de mama, morava em São Paulo, fazia uma pós-graduação, mas voltei para a minha cidade e a casa dos meus pais para evitar dificuldades com deslocamentos e os cuidados. Fiz mastectomia bilateral, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia. Quando veio a notícia da metástase, eu estava me preparando para voltar à vida de antes, mas mudou tudo de novo, e porque eu fiquei aqui em Belém, encontrei o homem que trouxe este pacote de vida e que juntou suas vontades às minhas.

As pessoas se espantam de eu estar bem. Cuido muito do equilíbrio entre o corpo e a mente: terapias holísticas, acupuntura, pilates, alimentação e atividade física. E estou sempre fazendo essa reforma íntima, que me ajuda a me libertar de muitas questões. Como sou muito jovem, acho importante desmistificar: acontece e não é o fim. Eu construo uma esperança por dia.

Saúde e bem-estar

Não é mais possível considerar o corpo e a mente de forma separada. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), saúde é um estado que se conquista pelo bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente pela ausência de doença.

Fonte: https://www.who.int/about/who-we-are/constitution