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Roberta_costas

Roberta Colodette

Rio de Janeiro – RJ
professora e gestora de RH
42 anos

Eu sempre fui uma pessoa muito reservada, mas quando veio o diagnóstico de câncer de mama, decidi abrir meu perfil no Instagram para relatar meu dia a dia e como eu me posiciono diante desse baque, porque eu acho que a positividade é 50% do sucesso no caminho de cura. Eu quero que as pessoas saibam que, depois de perder o chão, a gente ainda pode voar.

O que mais atinge a gente é o estigma da doença. De início a gente só se lembra dos exemplos negativos, quanto tempo eu tenho, enquanto as pessoas estão te olhando como se você carregasse uma sentença. Não perguntam, elas falam, e as palavras machucam. Ali bastava um abraço. O que mais cuida é ter tantos amigos e amigas querendo me fazer sorrir, uma verdadeira roda de amor que me dá a determinação, a garra e a coragem que nem eu sabia que tinha.

Não dá para romantizar a situação, mas o câncer tem sido um professor. A gente se pensa invencível, mas começa a perceber que é uma linha tênue que separa a vida da morte. E na vida, o tempo, que é o que temos de concreto. O que temos feito dele? Sou muito ansiosa e busco respostas o tempo todo. Não saber me dá insegurança. Mas eu vivia muito no futuro, acordando quatro da manhã para estudar, levando os filhos na escola e voltando a estudar. Eu deixei de viver o presente sem saber se teria futuro. Que bom que descobri a tempo.

Estigma social

O estigma social do câncer é um assunto que precisa ser mais discutido no contexto nacional, porque afeta pacientes, familiares e amigos e pode dificultar o enfrentamento da doença, afirma o INCA (Instituto Nacional do Câncer).

https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//hotsite_dia_mundial_do_cancer_-_2018.pdf