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Lucília Andrade Menezes Rosa

Nilópolis – RJ
43 anos
Assistente social

Não gosto desse termo, guerreira. Sou uma mulher comum que soube ressignificar a vida, mesmo diante de um diagnóstico difícil. Descobri o câncer de mama em 2015, aos 38 anos. Foi difícil, segui todos os protocolos. Já estava levando uma vida normal quando veio o diagnóstico de metástase, em junho agora. Às vezes é difícil entender o porquê das coisas, mas tenho resistido, e estou em tratamento, ainda me adaptando.

Minha rede de apoio mais próxima é bem pequena, porque a minha família está toda na Bahia. Mas tenho um marido parceiro, que me cuida 24 horas por dia, sete dias por semana, e tenho amigos que se desdobram numa solidariedade que não tem a ver com pena, mas com afeto.

Tem sido importante expandir essa rede, porque quem está mais perto sente muito. Me reaproximei da minha irmã e estreitei a relação com meu médico. E tem o contato com outras mulheres, onde cuido de mim, mas também me encontro com a minha essência, que é fazer o bem ao outro. Vivo uma esperança por dia, feliz de conseguir levantar da cama, fazer as minhas coisas, ver beleza. Estou aproveitando a chance de ser uma pessoa melhor.

União familiar

71% das pacientes com câncer de mama consideram que a família ficou mais unida após o diagnóstico da doença e 61% afirma que cessaram as discussões por coisas sem importância, segundo pesquisa do Instituto Provokers para a Pfizer.

Fonte:https://drasabrinachagas.com.br/impacto-do-cancer-de-mama-na-familia/