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Louise Liu Rigo Vargas de Oliveira

Curitiba – PR
45 anos
Odontopediatra

Há dez anos eu colocava minhas metas lá na frente e trabalhava, trabalhava, trabalhava. Eu compartilho a minha história para que mais pessoas saibam que, por mais grave que seja, é sempre possível ressignificar. É difícil, mas é possível, e é difícil, mas estou bem, e é difícil, mas eu estou aqui há dez anos tendo a chance de falar por mim mesma.

Terminei o tratamento do câncer de mama e estava tudo preparado para voltar ao trabalho, mas senti uma dor, que no fim não era nada. Foi por causa dela que descobrimos uma metástase. Até então eu nunca tinha pensado na possibilidade da morte. Mas me agarrei na família, meus amigos, uma grande rede que me ajudou a tirar o foco da doença. Na terceira tentativa o protocolo fez efeito, as metástases viraram cicatrizes. Monitoramos a cada três meses, e faço quimio se os nódulos estiverem em atividade, até que adormeçam de novo.

Aprendi a ser cuidada e a me cuidar também: identificar o que sinto, assimilar, e se não servir, deixar ir embora. Sou voluntária no Instituto Oncoguia, que tem uma demanda enorme por escuta. Conversar com quem passa o mesmo é muito importante para lembrar que o dia seguinte ao cinza pode, sim, ser ensolarado.

Eu sou maior do que o diagnóstico. Eu não deixo a doença controlar a minha vida. Eu sou uma pessoa com limitações, mas também responsabilidades. Mas eu também sou muito maior do que eu achava que era. Agora eu ajusto meus sonhos, luto todos os dias para viver no presente, fazendo com prazer, conservando o brilho no olho.

Ressignificação

A palavra sugere mudança de significado, atribuir um novo significado a acontecimentos através da mudança da visão de mundo. Através da ressignificação, podemos aprender a pensar de outro modo, ter novos pontos de vista ou levar outros fatores em consideração. Por mais difícil que possa parecer, há sempre uma outra maneira de olhar para uma situação.

Fonte:

https://psicoterapiaepsicologia.webnode.com.br/news/o%20papel%20da%20ressignifica%C3%A7%C3%A3o%20no%20c%C3%A2ncer%20de%20mama1/