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Giovana Ferreira de Campos Silva

Guarulhos – SP
35 anos
Pedagoga

Acho que todos nascemos com um propósito e o meu é ajudar o próximo e servir, dentro das possibilidades. Eu me formei pedagoga no ano passado, e quero trabalhar na área. E desde janeiro, quando recebi o diagnóstico de câncer de mama, penso que, passando a pandemia, quero trabalhar no Graac [Grupo de Apoio à Criança e ao Adolescente com Câncer], nem que seja como voluntária.

Acho que meu maior desafio é não ter dor, e ter qualidade de vida, para realizar meus sonhos. Ter mais tempo e mais qualidade de vida com minha família, minha filha. Quero fazer uma especialização em psicopedagogia. Educação para mim é uma coisa muito transformadora. Se o meu médico tivesse me examinado, talvez fosse possível descobrir antes. Acho que essa é inclusive uma coisa importante: confie na sua intuição, procure uma segunda opinião.

O câncer dá medo, mas traz ensinamentos. Eu tenho câncer, mas o câncer não me tem. A vida continua. Fiz cirurgia, faço acupuntura, uso homeopatia para lidar com os efeitos colaterais da quimio, durmo bem, me alimento bem, penso positivo. Dou muito valor às pequenas coisas, como os 15 minutos de sol que a médica liberou. Tenho muita fé e acho isso essencial. E eu gosto de, contando a minha história, levar fé para outras pessoas, não apenas as que têm a doença, mas também suas famílias.

Voluntariado

Muitas mulheres que passaram pelo câncer de mama sentem necessidade de atuar como voluntárias em associações de pacientes. O objetivo é compartilhar sua experiência e dar força para mulheres que enfrentam a mesma realidade.

Fonte:

https://www.femama.org.br/site/br/noticia/voluntariado-auxilia-mulheres-que-lutam-contra-o-cancer-de-mama-2