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Germaine Tillwitz

Mogi das Cruzes – SP
36 anos
Advogada

Eu sou Germaine, gosto de cozinhar, de ler, de mexer o corpo de todos os jeitos possíveis, de viajar. Eu sou casada, mãe de duas meninas, de seis e oito anos, e tento ensinar esses dois seres humaninhos que a gente tem que viver, independente do que aconteça. Existe muita vida em volta do problema e a gente tem que viver essa vida que está ao redor do problema e não ele.

Eu recebi o primeiro diagnóstico de câncer quando tinha 32 anos, minha caçula estava desmamando. Ali eu percebi que a gente morre. Mas do medo passei rápido à confiança. A família se mobilizou para apoiar no cuidado das crianças, o tratamento correu sem efeitos colaterais, a casa vivia cheia. Quando passou, tive o ano do sim: fui viajar sozinha, mochilão, e também com o marido, fiz aula de pole dance, violão, línguas…

Quando veio a notícia de metástase, quatro anos depois, eu lembro de fechar os olhos e pensar: se essa fosse minha última respiração, teria valido a pena ter vivido, e essa não é a minha última respiração, não é o fim, então eu vou continuar vivendo do mesmo jeito que eu estava. O câncer é uma doença crônica e para algumas pessoas é o fim, pronto e acabou. Outras vão ter que conviver com ela. Mas não define ninguém.

Tenho cuidados com a alimentação, não abro mão da atividade física, e estou num grupo chamado Casa Paliativa, e isso faz uma diferença danada na saúde mental. Traz essa sensação de pertencimento estar em contato com pessoas que pertencem a um mesmo lugar, falam uma mesma língua. Dá muito ânimo ver as pessoas ressignificando seus sentidos de vida e morte.

Vida ativa

Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), 25% das mulheres com diagnóstico de câncer de mama sofrem de depressão. Se manter ativo e ter uma vida social saudável ajuda a lidar com a doença, o estresse e a fadiga, comuns durante o tratamento.

http://www.oncoguia.org.br/conteudo/saude-mental-da-mulher-em-tratamento-oncologico/12663/7/