IMG_3660
IMG_3668

Beth Freitas

Canoas – RS
67 anos
Doméstica aposentada

Quando fiquei sabendo pela primeira vez que tinha câncer de mama, eu tinha 51 anos. Foi muito complicado. Tu fica sem saber o que fazer, né? Eu não pedi para viver este momento, eu tive que passar. Aceitar é importante para viver. Fiz tudo o que tinha que ser feito: cirurgia, quimio, radioterapia. E precisei parar de trabalhar. Foi quando recebi um convite para ser voluntária e ajudar outras mulheres. Já são 16 anos desde o primeiro diagnóstico e 16 anos de voluntariado no Fêmina, o hospital em que fiz o primeiro tratamento, outros dez no Imama [Instituto da Mama], oito na oncologia das crianças, e ainda sou conselheira de uma UBS [Unidade Básica de Saúde] perto de casa.

Eu amo meu voluntariado. Quando fico triste, me visto bem colorida e saio. As colegas me dizem que eu estou bem, e eu digo que é preciso viver. Há três anos veio o diagnóstico de metástase óssea, entre a bacia e a lombar, mas estou tranquila, fazendo um novo tratamento, e me sentindo muito bem. É uma fase difícil, mas é um aprendizado. Ter fé.

Eu era da torcida do Internacional, até viajava com eles, mas tive que parar e homenageei o time com uma tatuagem. A Frida [Kahlo] também está tatuada no corpo. Nas caminhadas do Outubro Rosa eu boto a roupa da Frida Rosa e inspiro outras mulheres. Eu tenho as minhas amigas, muitas, e minha filha, a única, ela e eu muito companheiras. Fomos para Buenos Aires, São Paulo, e eu gostaria de voltar ao Rio. Eu vou voltar. Eu estou vivendo muito bem vivido o hoje. Amanhã é outro dia.

Voluntários

A atuação voluntária ajuda não somente os pacientes, mas também quem pratica. Muitas vezes, o trabalho voluntário de pacientes é uma forma deles retribuirem e, ao mesmo tempo, repassarem o benefício que uma vez receberam

Fonte:https://vencerocancer.org.br/cancer/noticias/voluntariado-uma-fonte-de-inspiracao/