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Cintia Rocha de Cerqueira

Ceilândia – DF
44 anos
Artesã, doces e bolos caseiros

Sou grata por estar aqui e poder contar a minha história. Eu não ia andar e ando. A quimio não ia dar certo e deu. Hoje não tenho mais nenhum nódulo, só a metástase, e para isso tomo uma injeção por mês.

Foram três meses entre perceber o caroço e o resultado do exame na rede privada. Enquanto aguardava a consulta com o mastologista pelo SUS [Sistema Único de Saúde], uma espera de outros três meses, a ONG Abacluz [Associação Brasilense de Apoio ao Paciente com Câncer] me ajudou no acesso a outros exames. Eu tinha 41 anos.

O mastologista, quando falamos sobre a cirurgia, chamou uma junta médica para decidir o que fazer. Mas busquei uma segunda oncologista, e encontrei uma médica que me acolhe, é verdadeira e me mostra que podemos vencer. Passei a querer entender a minha condição. Gosto de pesquisar e ensino o que aprendo. Participo de uma rede feminina de combate ao câncer, a gente se encontra e conversa, e assim ajudo outras mulheres que estão passando pela mesma coisa.

O câncer me ensinou a amar de um jeito diferente. E transformou minha relação com minha mãe, minha família. Fizeram tanto para me ajudar e assim descobri que me amam. Faço planos para o futuro, claro, mas meu sonho é viver, e o hoje é que tem mais importância. Sou grata por poder viver um dia de cada vez.

Redes de apoio

As redes de apoio externa, como ONGs, entidades e grupos voluntários, possuem vários recursos para oferecer às mulheres com câncer informações sobre a doença e suporte emocional, indispensável para sua aceitação e para o sucesso do tratamento. Nas redes, têm oportunidade de conhecer pessoas que passaram pela mesma situação e se sentirem menos solitárias.

Fonte: https://medprev.online/blog/a-importancia-das-redes-de-apoio-a-mulheres-com-cancer-demama.html#:~:text=As%20redes%20de%20apoio%20%C3%A0s,de%20exames%20e%20eventos%20esportivos.