IMG_3958
IMG_3966

Bárbara Morais Boscollo

Mauá – SP
30 anos
Publicitária, organizadora de eventos

Eu tenho uma mente muito positiva. Sou leve, alegre, faço piada, e eu acho que isso faz muita diferença no meu tratamento. Eu sou a pessoa que, na sala de espera para fazer o exame de cintilografia, ficou feliz de descobrir que a senhorinha de 75 anos, vestindo seu casaco de plush rosa, vive linda e plena há 42 anos desde o primeiro diagnóstico. Mas ia ser muito, muito bacana, que os médicos pudessem enxergar com um pouquinho mais de otimismo os seus pacientes.

Descobri o câncer de mama no começo da pandemia. Com a minha idade e o meu histórico familiar, mais o fato de estar amamentando meu bebê, os médicos tratavam minha queixa como inflamação, até que o quarto especialista pediu para procurar um mastologista. Por um bom tempo, pensei que o exame estava errado, senti revolta, medo, tristeza, mas também uma baita vontade de viver mais intensamente.

Quando eu penso na doença, eu penso naquele filme Piratas do Caribe: o barco, quando vira de cabeça para baixo, e eles embaixo da água, não morrem. Eles vivem uma vida mais ou menos igual, só que uma vida virada. Aconteceu isso comigo. Virou a maré e eu tive que dizer: planos, pausem, porque eu preciso cuidar de um negócio aqui.

Minha rede de apoio, que já existia desde que me tornei mãe, me ajuda muito na rotina. Além da quimioterapia, mudei alimentação, faço terapia quântica, aprendi a cuidar do sono, a agradecer mais. Eu não sabia que eu inspirava as pessoas, mas começaram a me procurar e me dizer que sou uma força de vida. Eu acredito, e não é de agora, que a gente veio a este mundo para ser feliz.

Equilíbrio

Cuidar da alimentação, praticar atividade física e manter o peso adequado são essenciais para recuperar a saúde e prevenir novas doenças.

Fonte: https://www.inca.gov.br/alimentacao